Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Como funciona um automóvel?

Para que um automóvel funcione é necessário accionar o motor. Para tal, existe um motor eléctrico de arranque que, ao ser accionado, dá início ao movimento de rotação da cambota. Como consequência, os êmbolos movimentam-se para cima e para baixo, dando início ao ciclo de sucessões de explosões que produzem a força motriz do motor.

Esta força motriz é transmitida às rodas do automóvel através do sistema de transmissão. Este é composto pela embraiagem, caixa de velocidades, veio de transmissão e diferencial.

A embraiagem, que se situa entre o motor e a caixa de velocidades, permite desligar a energia produzida pelo motor das restantes partes que compõe o sistema de transmissão. Só então podemos fazer accionar a caixa de velocidades, através da qual se controla a força motriz e a velocidade que é fornecida às rodas. Na última fase do seu percurso até às rodas, que é feito através do veio de transmissão, a energia proveniente do motor passa pelo diferencial. Este componente tem como função fazer variar a velocidade de uma das rodas permitindo, por exemplo, que numa curva a roda de dentro rode mais lentamente que a roda de fora.

 

Como funciona o motor?

O motor é a máquina que permite o movimento do automóvel. É este que transforma a energia calorífica, produzida pela combustão do carburante, em energia cinética capaz de imprimir movimento às rodas.

O carburante, que é constituído por uma mistura de gasolina e ar, é formado no carburador. Esta mistura é posteriormente admitida nas câmaras de explosão através das válvulas de admissão. Nos motores modernos, o carburador é substituído por um sistema de injecção de combustível. Os êmbolos, que se deslocam dentro dos cilindros, comprimem a mistura que é posteriormente inflamada pela vela de ignição. Ao inflamar-se, a mistura explode e expande-se, empurrando o êmbolo para baixo. O movimento dos êmbolos, para cima e para baixo, é convertido em movimento rotativo através da cambota, originando a força motriz do motor.

 

Motores Diesel vs Gasolina - Qual o Mais Poluente?

 

Em conversa com um amigo, discutia-mos quais os tipos de motores poderiam poluir mais o ambiente e o porquê da diferença de preços em diferentes tipos de motores. Depois de uma pequena pesquisa e análise a alguns livros consegui ter umas explicações curiosas e interessantes.

Os gases de escape são definidos por substâncias sólidas, liquidas ou gasosas que se combinam com o meio ambiente, alterando a composição natural do ar.
Os poluentes são substâncias libertadas pelo homem que prejudicam o meio ambiente de uma ou de outra forma. Podem classificar-se de acordo com vários critérios, por exemplos:

» Altamente tóxicos: Substâncias que causam danos directos ao Homem animais ou plantas;
» Tóxicos: Substâncias que causam danos quando em certas concentrações;
» Perigosos: Substancias que são perigosas em apenas certas condições e concentrações;
» Cancerígenos: Substâncias que causam cancro aquando contactos permanentes.

A maior parte das emissões ocorre durante a combustão do combustível e escapam-se para a atmosfera pelo sistema de escape. No entanto podem ocorrer emissões gasosas provenientes do cárter, devido à passagem de parte dos gases de combustão dacâmara de combustão para o cárter e à evaporação dos lubrificantes.

Alguma quantidade de combustível evapora-se do depósito de combustível, dependendo da temperatura exterior.

 

 

EMISSÕES DE POLUENTES
Os poluentes incluem basicamente as seguintes substâncias:

» Monóxido de carbono (CO): É uma toxina que ao ser inspirada, conduz à asfixia por falta de oxigenação das célula, tanto do Homem como nos animais mesmo em pequenas concentrações;
» Óxidos de Azoto (NO, NO2): São toxinas perigosas quando inspiradas. Contribuem para as chuvas ácidas e juntamente com os hidrocarbonetos ao origem a produtos agressivos como por exemplo, Ozono (O3). Esta substância produz uma camada protectora contra os perigosos raios solares na atmosfera superior, mas no nosso meio ambiente imediato, actua como uma toxina das células.
» Dióxido de Enxofre (SO2): É uma toxina perigosa quando inspirada. A sua proporção depende do petróleo em bruto utilizado na refinação para produzir o combustível.

Existem outros tipos de poluentes menos prejudiciais para a saúde que não iremos abordar.

MAIS EMISSÕES NOS MOTORES A GASOLINA OU NOS MOTORES A DIESEL?
Esta foi a principal razão de eu ter feito este artigo. A resposta é fácil, explicá-la é que se pode tornar mais complicado quando é assunto de discussão.
A gasolina utilizada nos motores é constituída quase exclusivamente por hidrocarbonetos. Devido aos diferentes graus de petróleo em bruto utilizado e dos aditivos sintéticos, contém também enxofre, chumbo ou outros compostos em pequenas percentagens. A gasolina é também muito volátil e evapora-se a temperaturas ambientes, como já tínhamos falado. O consumo de combustível nos carros a gasolina também é maior, logo irá original mais poluição.

Nos carros a diesel necessitam de mais ar para o seu funcionamento, do que os motores a gasolina. Este facto limita o valor da pressão efectiva mas por outro lado diminui a emissão de poluentes. Estes poluentes correspondem apenas - em média - a 5% dos ofensivos. Os restantes 95% são praticamente constituídos por dióxido de carbono, vapor de água, azoto e sulfatos. Para além disso, hoje em dia os automóveis a diesel possuem sistemas de análise e tratamento de gases muito avançado que reduz em grande escala as emissões.

CONCLUSÃO
Sem margens para dúvidas que os carros a diesel são menos poluentes que os carros a gasolina. Cada vez mais se procuram soluções para combater as enormes emissões de gases que os carros provocam. Como os carros a diesel são mais procurados pelos condutores, a tecnologia aliada à necessidade de fazer carros amigos do ambiente torna os motores a diesel nisso mesmo.

 

 

 

Disposições Do Motor E Dos Cilindros

 

Os automóveis, na sua maioria, têm o motor colocado na parte da frente. Quando estamos em frente a um desses automóveis podemos reparar que o seu motor tanto pode ser transversal ou longitudinal. Este dois tipos de disposição são assim definidos pelos construtores tendo cada um as suas vantagens e desvantagens.
Nos automóveis com tracção às rodas traseiras é mais comum vermos um motor longitudinal mas estes motores também são muito usados na forma mais convencional. Nestes casos, os construtores, não estão propriamente preocupados com o tamanho da frente do carro, pois ficará bem maior que os motores com disposição transversal.

Segue abaixo uma imagem ilustrativa dos dois tipos de motores:

DISPOSIÇÃO DOS CILINDROS
É muito comum as pessoas pensarem que nos automóveis os cilindros funcionem sempre na horizontal, mas na verdade existem outras disposições dos cilindros.

MOTOR EM LINHA

O tipo mais convencional de todos. Os cilindros estão colocados de forma “seguida” num só bloco e funcionam 2 a 2.
Neste caso o primeiro e quarto cilindro estão na posição superior a fazerem a compressão, enquanto o segundo e terceiro cilindro fazem a admissão.
Neste tipo de motores em linha, podemos ter de 2 a 8 cilindros.

MOTOR EM V


Os cilindros estão divididos em dois blocos podendo ter entre si ângulos de 60º, 90º, etc. Esta disposição é utilizada em motores com mais de 6 cilindros para ocupar menos espaço. Pode-se dizer que tem a desvantagem de ter duas árvores de cames que consequentemente irá utilizar duas correias de distribuição. Como é sabido, quantos mais componentes, mas avarias.

MOTOR DE CILINDROS OPOSTOS

Neste caso os cilindros estão dispostos em sentidos opostos divididos em 2 blocos de forma a criarem um ângulo de 180º entre si. Este tipo de disposição é ideal para carros com motores muito altos e de alta cilindrada. Mais utilizado em carros desportivos.

MOTORES EM ESTRELA

Não tenho nenhuma imagem disponível para exemplificar este motor mas para ficar com uma ideia, este motor é constituído por cilindros que formam uma estrela. Para simplificar, imagina uma estrela em que cada cilindro corresponde a cada ponta da mesma. Fica a informação que esta disposição é muito pouco utilizada, a sua reparação é de custos elevados e a origem de problemas é uma constante.

Existem sempre vantagens e desvantagens em cada tipo de motor. Cada um será indicado para determinado tipo de construtor e modelo a realizar.

Imagens HowStuffWorks!

publicado por meecanicaautomovel às 17:25

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